Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009
Meus *

 

Já vos senti tão perto de mim. Já senti que me pertenciam, todos vocês. Senti que nada iria mudar, nunca entre nós.

Mas enganei-me. A falta de convívio, a distância, tudo isto fez que cada vez mais nos afastássemos.

Olho para as fotografias, recordo os risos, as lágrimas, os olhares que significavam muito mais do que alguém podia imaginar e sinto de isso como se fosse hoje… Sinto de uma forma tão forte que é como se lá estivesse e quando me deparo com a realidade, com a cruel realidade, choro… Mas não choro por fora, choro por dentro, as lágrimas não são visíveis aos olhos e ninguém pois não são lágrimas que caem dos olhos mas sim que caem do coração. E essas lágrimas, essas lágrimas acreditem que custam muito mais a suportar.

Só queria voltar atrás e voltar a viver tudo de novo! Mas iria aproveitar muito mais cada segundo pois agra sei o quanto custa recordar! E, hoje, neste momento, sinto tudo isto por causa de uma decisão. Uma decisão que julgava ser melhor para mim mas que ao mesmo tempo sabia que me iria custar bastante.

Tudo pelo futuro. Mas de que nos serve o futuro? O que importa é o presente, pois é no presente que temos de ser felizes. No futuro, quando lá estivermos, preocuparemo-nos com ele. Perdemos tanto tempo da vida com banalidades em vez de nos importamos com o que mais significa para nós. Quem nos diz que amanha ainda estaremos aqui? Mas isso não importa, não importa quanto tempo vivemos mas sim a forma como o vivemos.

Neste momento sinto-me tão deslocada, sinto que não pertenço aqui.

Um simples gesto, uma simples palavra, expressão, algo familiar faz-me logo querer voltar atrás no tempo. Fazemos escolhas, pensamos que são as mais acertadas mas no final nunca são. Nunca escolhemos correctamente. O ser humano tem esse dom. É-lhe dado o poder de escolher de ir pelo caminho melhor, mas a tentação de ir pelo pior é sempre maior. A célebre frase o fruto proibido é sempre o mais apetecido. É uma verdade tão grande. Pudemos saber que nos vamos afundar mas a tentação…

Apesar de sentir o carinho de todos que hoje me rodeiam não consigo sentir o conforto que me davam os meu AMIGOS. Eles eram tudo, eles são tudo. E cada vez os sinto mais longe. Tento agarra-los, puxo-os para junto de mim mas eles aos poucos e poucos escapam-me das mãos. E a força que me faz agarra-los torna-se cada vez mais fraca e menos esperançosa.

Por vezes pergunto-me… Como ficarão eles quando já não os conseguir agarrar? Será que se vão lembrar de mim? Estas serão perguntas para as quais certamente nunca terei resposta…


música: forgiven - within temptation

publicado por myfreedom às 18:12
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